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Uma questão de foco

Em algumas situações ao fotografar, focalizar corretamente pode se tornar uma tarefa bem complicada. Câmeras do tipo “point-and-shoot” mais baratas podem simplesmente ter uma lente fixa e uma abertura pequena, para uma grande profundidade de campo, o que tornaria a fotografia abaixo impossível de ser feita. Uma câmera com foco manual também complicaria muito a tarefa, já que segurar o globo não me permite manejar a lente. Restou apenas confiar no sistema de auto-foco.

Para conseguir obter o efeito que procurava, eu precisava de pouca profundidade de campo, eu queria apenas um plano da imagem em foco. Isso é possível de ser obtido utilizando-se uma grande abertura e fotografando o mais próximo possível do objeto, com a maior distância focal disponível.

Porém, a profundidade de campo é apenas uma variável. Eu ainda precisava focalizar precisamente no meu objetivo, o reflexo produzido pelo globo de vidro.

Para exemplificar o que pode acontecer, postei várias das tentativas que fiz com esse cenário:

Essa primeira foto, na verdade não considero um erro, já eu eu propositalmente focalizei o morro ao fundo, e é possível ver que todas as partes do globo ficaram desfocadas.

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Nesta outra foto, a câmera focalizou a superfície anterior do globo, deixando os contornos da América do Sul e da África bem nítidos. Mas ainda não era o que eu desejava.

Img_2762

Nessa outra tentativa, o foco foi feito na superfície posterior do globo. A textura do vidro fosco que forma o Japão, bem ampliado pelo vidro, está claramente em foco, enquanto o primeiro plano que estava nítido na foto anterior ficou desfocado.

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E finalmente, depois de várias tentativas consegui fazer o foco na imagem invertida dentro do globo. Mudar a mão de posição também criou um belo efeito de luz e sombra.

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Essas foram as melhores fotos. No total foram 10 imagens, a maioria delas com o foco indecifrável!